Taxa fixa, variável ou mista em 2026: qual faz mais sentido agora?

Taxa fixa, variável ou mista em 2026: qual faz mais sentido agora?

Com as constantes mudanças no mercado financeiro, escolher a melhor taxa para o crédito habitação tornou-se ainda mais desafiante. Se planeias comprar casa ou investir num imóvel em 2026, deves ponderar cuidadosamente entre taxa fixa, variável ou mista. Mas qual será mais vantajosa neste momento?

Entender as diferenças: fixa, variável e mista

A escolha da taxa não é apenas uma questão de gosto, mas deve alinhar-se ao teu perfil financeiro e às expectativas para o mercado nos próximos anos. Vamos rever as principais características de cada solução:

  • Taxa fixa: A prestação mantém-se igual durante todo o período do contrato. Protege-te das oscilações das taxas de juro, podendo ser interessante em períodos de instabilidade.
  • Taxa variável: A prestação varia consoante as taxas de juro (normalmente indexada à Euribor). Pode ser vantajosa quando se espera uma descida dos juros, mas apresenta riscos de subida.
  • Taxa mista: Combina os dois modelos. Nos primeiros anos, usufruis de uma taxa fixa e, posteriormente, a taxa passa a ser variável.

O que esperar para 2026?

Ao analisar as previsões para as taxas de juro em 2026, muitos especialistas apontam para uma possível estabilização ou até ligeira descida das taxas, após os picos registados entre 2022 e 2024. No entanto, o cenário internacional continua volátil e isso pode impactar as decisões do Banco Central Europeu (BCE).

Se tens dificuldade em suportar variações de prestação, poderá valer a pena optar por uma taxa fixa — mesmo que o valor inicial seja ligeiramente superior. Se preferes correr algum risco na expetativa de beneficiar de eventuais descidas, a taxa variável ou mista podem ser soluções a considerar.

Exemplo prático

Imagina duas famílias que compram casa no início de 2026, ambas com um empréstimo de 150.000€ a 30 anos:

  • Família A (taxa fixa): Opta por uma taxa fixa de 4,2%. A prestação mensal permanece à volta dos 735€ durante os 30 anos.
  • Família B (taxa variável): Inicia com uma taxa de 3,7% indexada à Euribor. A prestação inicial é de cerca de 693€, mas pode aumentar ou descer consoante o mercado.

No caso da família B, se as taxas subirem, a prestação poderá ultrapassar a da família A. Se descerem, pode poupar alguns euros. A decisão depende do teu perfil de risco e da tua disponibilidade financeira para enfrentar eventuais aumentos.

Como escolher a melhor opção?

  • Antecipa a tua estabilidade financeira (emprego, rendimento, poupanças…)
  • Reflete sobre o teu nível de aversão ao risco.
  • Solicita simulações para diferentes cenários junto das entidades financeiras.
  • Fica atento às campanhas de crédito habitação das instituições bancárias.

Conclusão: e tu, o que procuras para a tua casa em 2026?

Não existe uma resposta certa para todos. O mais importante é que escolhas a modalidade que melhor se adapta ao teu momento de vida e tolerância ao risco. Não tenhas medo de pedir esclarecimentos antes de assinares o teu contrato!

Já tens uma ideia da taxa que mais se adequa ao teu caso? Partilha as tuas dúvidas ou experiências nos comentários – juntos, vamos tomar decisões financeiras mais informadas!

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